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terça-feira, 30 de julho de 2013
Feng-Shui
Feng shui
Feng Shui 風水 ou 風水 (Pinyin: fēngshuǐ) é um termo de origem chinesa, cuja tradução literal é vento e água. Sua pronúncia correta em mandarim é "fon xuei". Os mesmos ideogramas 風水 são utilizados em outros países da Ásia com um sentido semelhante: no Japão (fūsui), Coreia (pung-su) e Vietnam (phong-thủy).
Feng Shui, vem da pronúncia americanizada, expressa o barulho do vento e da água, é onomatopeico, fon suei, na língua original, em português seria como: fú, chuá.[carece de fontes]
Segundo esta corrente de pensamento, estabelecendo uma relação yin/yang, os ideogramas Feng e Shui (respectivamente Vento - yang - e Água - yin -) representariam o conhecimento das forças necessárias para conservar as influências positivas que supostamente estariam presentes em um espaço e redirecionar as negativas de modo a beneficiar seus usuários.
Índice
- 1 Origens
- 2 Objectivos
- 3 O trato do visível e do invisível
- 4 O Feng Shui na atualidade
- 5 As Escolas Tradicionais de Feng Shui
- 6 O Feng Shui no Hemisfério Sul
- 7 O Feng Shui é científico?
- 8 Bibliografia
- 9 Ver também
- 10 Ligações externas
Origens
A origem da expressão "Feng Shui" está no Zang Shu (O Livro dos Enterros) escrito pelo Mestre Guo Pu (276-324 d.C). O termo é citado na seguinte sentença:
- O Qi é disperso pelo vento (feng) e acolhido pela água (shui). green bell
Constatando que certos tipos de vibrações presentes no ambiente e em seu entorno poderiam agir de modo benéfico para o corpo e a mente, enquanto que outros tipos tenderiam a ser prejudiciais, supostamente compreenderam a importância de estudar como situar as edificações, móveis e objetos da maneira mais adequada para favorecer seus usuários, segundo esta interpretação da natureza.
Segundo as ideias pregadas pelo Feng Shui, quando as pessoas buscam este equilíbrio com as forças benéficas da Natureza, podem gozar de saúde, boa sorte e prosperidade. Quando as ignoram e se alinham com influências nocivas, podem experimentar dificuldades e obstáculos que podem se expressar como doenças, má sorte ou indisposição. Claro está que tais sentenças fazem parte desta crença e não são de forma alguma endossadas pela ciência.
Os mestres taoístas que desenvolveram esta arte, não utilizavam-na isoladamente: consideravam-na mais um instrumento de equilíbrio a ser utilizado em conjunto com outras práticas articuladas à Medicina tradicional chinesa, como a acupuntura, a meditação, e o Tai Chi Chuan.
Objectivos
Os chineses comparam os benefícios que o tratamento que o Feng Shui pode proporcionar a um espaço com os resultados que a terapia da acupuntura pode oferecer a um paciente.[carece de fontes]
Segundo eles, da mesma forma que o Acupunturista, diagnostica os bloqueios na circulação de energia de um paciente e aplica agulhas em uma parte do corpo para curar uma outra parte ou órgão, o consultor de Feng Shui detecta as supostas influências visíveis e invisíveis em um ambiente e recomenda curas em uma área particular do imóvel que são capazes de alterar as características da circulação de energia no todo. Não há, entretanto, provas científicas da existência de tais influências "visíveis e invisíveis" nos ambientes.
Supostamente cada avaliação de Feng Shui é única, relativa às influências magnéticas do local, da edificação e de seus habitantes.
O conhecimento destas "influências" pode explicar muitos fenômenos que percebemos apenas de forma intuitiva, por exemplo: o que nos faz sentir confortáveis em determinado ambiente; porque certas áreas de uma edificação são pouco ou nunca ocupadas; porque alguns dos seus moradores sempre estão adoentados; porque certas edificações ou áreas em uma cidade são bem ocupadas enquanto outras são evitadas pelos habitantes.[carece de fontes]
- O primeiro objetivo do Feng Shui é guardar e preservar as boas influências disponíveis no lugar de modo a permitir que permaneçam e se distribuam suavemente pela edificação.
- O segundo objetivo é reduzir os efeitos negativos das diversas influências nocivas ao local, presentes na sua construção ou frutos das alterações em seu entorno.
- O terceiro objetivo é implementar "curas" que possam produzir resultados em termos de saúde, bem-estar e harmonia para os moradores ou usuários do espaço tratado. Isto pode ser conseguido estimulando as características do espaço benéficas para as pessoas que habitam este local – através das alterações arquitetônicas ou da forma, da cor, e do posicionamento dos objetos presentes no local.
O trato do visível e do invisível
Ao longo dos séculos, os sábios chineses desenvolveram elaborados métodos e sistemas matemáticos estruturados em torno da filosofia taoísta para mapear as características magnéticas de uma edificação, mesmo que ela ainda não tenha sido construída. O Feng Shui trabalha cada ambiente em dois diferentes níveis: o visível e o invisível.
O aspecto visível se refere a tudo que podemos ver, as diversas formas que estruturam cada espaço e as relações aparentes entre elas. Sua observação poderia indicar o que está errado num determinado ambiente, por exemplo, os ensinamentos do feng shui relatam que seria nocivo: a porta principal alinhada com a porta dos fundos; a escada alinhada à porta de entrada; ou objetos pontiagudos ou de aparência desagradável na direção de portas ou janelas. Estas características são relativamente fáceis de remediar, segundo os consultores, com freqüência o tratamento conduz a resultados efetivos.
Os aspectos invisíveis são considerados pelos praticantes desta arte até mesmo mais importantes que os aspectos visíveis. Somente os métodos mais elaborados do Feng Shui são capazes de detectar as "influências invisíveis" de uma edificação. Estas características supostamente explicam porque intuitivamente sentimos alguns ambientes ou locais como "ruins" e outros como "bons".
Como o invisível supostamente não poderia ser percebido diretamente pelos sentidos, seu estudo é realizado através de cálculos matemáticos que descrevem o campo eletromagnético existente num determinado espaço, situando-o em relação à planta do local ou edificação que está sendo trabalhado.
A base para o entendimento destes aspectos invisíveis seria a compreensão de que o alinhamento (orientação do imóvel em relação aos campos eletromagnéticos) e as características do momento em que foi construído (relacionadas também aos aspectos da vida estudados pela Astrologia Chinesa) contribuem para que o mesmo manifeste ou atraia certos tipos de vibrações.
De forma prática e objetiva, o consultor usa uma bússola para descobrir a orientação desses campos e fazer o estudo das características eletromagnéticas do local ou ambiente, registrando os aspectos percebidos, benéficos ou não. [carece de fontes]
Segundo os praticantes de Feng Shui, não é possível corrigir problemas visíveis sem que também sejam determinados, ou "mapeados", estes aspectos invisíveis. Sem isso os resultados não serão duradouros, não importa o que tenha sido feito no nível do visível. As influências nocivas invisíveis precisam também ser corrigidas no nível visível – trabalhando a cor, a forma e os materiais associados aos diversos aspectos do espaço em estudo.
O Feng Shui na atualidade
Os imigrantes chineses que se instalaram nos Estados Unidos a partir do início do século XIX construíram estruturas que incorporam os princípios do Feng Shui nos bairros em que se habitaram nas cidades de New York, San Francisco e Los Angeles.
O movimento da Nova Era interessou-se pelo estudo de seus princípios. Devido à amplitude deste movimento e à diversidade de seus integrantes, simultaneamente divulgou no Ocidente o seu uso como forma de organizar espaços de um modo sério e banalizou os seus preceitos até o limite da superstição. O Feng Shui é ainda utilizado na China rural, em Taiwan, na Malásia, em Singapura, e Hong Kong.
Entre as escolas de Feng Shui mais conhecidas na atualidade se destacam:
- A Escola da Forma, pertencente ao Feng Shui Tradicional Chinês;
- A Escola da Bússola, também pertencente ao Feng Shui Tradicional Chinês;
- A Escola do Chapéu Preto, de origem Tibetana, que usa como instrumento o Ba Gua, alinhando o norte - gua do trabalho - à porta principal.
A pesquisa de campo de Ole Bruun registra que durante a Revolução Cultural, a maioria dos praticantes desta arte tiveram seus livros queimados, foram presos e perseguidos, e submetidos a privações extremas devido a seus conhecimentos da cultura chinesa tradicional. Poucos desejavam ou tinham meios para deixar o país. Assim tornou-se uma prática pouco conhecida pelos jovens na China continental. Este quadro modificou-se recentemente com a rápida modernização do país, que permitiu que o Feng Shui se tornasse um tema de pesquisas importante para as universidades chinesas.
As Escolas Tradicionais de Feng Shui
Xuan Kong Fei Xing ou Estrelas Voadoras do Tempo-Espaço
Esta aplicação é considerada como sendo a teoria mais sofisticada do Feng Shui e é amplamente utilizada na Ásia. Em razão de sua complexidade e dificuldade de tradução dos termos utilizados, somente nos últimos anos do século XX tornou-se conhecida no Ocidente.
Em Chinês, "Xuan" significa Tempo e "Kong" significa Espaço. A técnica das Estrelas Voadoras é chamada de "Xuan Kong Fei Xing", que pode ser traduzida como Estrelas Voadoras do Tempo-Espaço. A palavra "Estrelas" neste contexto é sinônimo de "qi" e se referiria às características vibracionais do ambiente; "Voadoras" porque estas características são dinâmicas, ou seja, se movimentam – pode-se também dizer que se modificam – no espaço e ao longo do tempo.
No início da década de 1920, Mestre Shen Zhu-Nai começou a escrever um livro chamado "Shen Shi Xuan Kong", Estudo de Shen sobre o Tempo-Espaço que explica como estabelecer os padrões das Estrelas Voadoras além de anotações práticas e estudos de caso. Infelizmente ele faleceu antes de terminar o livro.
O trabalho foi concluído por seus filhos e discípulos, e publicado em 1927. Posteriormente, em 1933, publicou-se uma edição ampliada com anotações de amigos, discípulos e peritos do passado. O livro do Mestre Shen atualmente exerce grande influência na prática do Feng Shui, na China e em outros países asiáticos. Uma nova geração de mestres tem publicado edições comentadas do "Shen Shi Xuan Kong", tornando esta escola mais acessível aos praticantes modernos de Feng Shui.
A aplicação de Xuan Kong Fei Xing utiliza raciocínio lógico em conjunto com fórmulas matemáticas e se refere a quatro aspetos: Tempo, Espaço construído (edificações), Ambiente (entorno) e Pessoas (usuários), pois examina como a influência vibracional do ambiente e do espaço produzido pelo Homem age sobre a saúde e a prosperidade das pessoas ao longo do tempo. Esta é uma visão dinâmica do Feng Shui através da qual é possível verificar que a qualidade vibracional de um ambiente muda ao longo do tempo se não for renovada. Esta influência é demonstrada pelo que denominamos de "Mapa das Estrelas Voadoras".
A técnica das Estrelas Voadoras pode ser identificada pelo uso de uma bússola específica - "Luopan" - para encontrar a orientação magnética da edificação. Esta informação e o período de tempo no qual o imóvel foi construído formam a base para os cálculos que determinarão o mapa que mostra as influências intangíveis e proporciona os meios de atuar sobre estas influências ao longo do tempo. Esta atuação também deve levar em conta as influências tangíveis, ou seja, a influência das formas internas e externas à edificação.
O Feng Shui no Hemisfério Sul
Há uma divergência entre algumas escolas de Feng Shui sobre a necessidade ou não de adaptar as antigas teorias chinesas quando o feng shui for utilizado no Hemisfério Sul. As diferenças entre os dois hemisférios são uma realidade de fato, mas sua influência sobre o feng shui não encontra unanimidade entre os estudiosos e praticantes desta técnica chinesa.
As escolas de Feng Shui para o Hemisfério Sul defendem a necessidade de alterações, que abrangem todo o Feng Shui e Astrologia Chinesa dos 4 Pilares. Entre os principais argumentos para que sejam feitas alterações pode-se citar:
- O "Ba Gua" - octógono com um trigrama em cada face – representa o ciclo das Estações. No Hemisfério Sul as estações são invertidas em relação ao Hemisfério Norte. Portanto o Ba Guá deveria refletir estas diferenças.
- O "Luo Pan" – bússola chinesa com todas as fórmulas do Feng Shui resumidas em um disco reticulado – foi criado para ser usado em regiões onde faltam elementos naturais e acidentes geográficos. Método das estrelas voadoras.
- O Efeito Coriolis faz com que as correntes de ar e água girem em direções opostas nos dois hemisférios: anti-horário no Hemisfério Norte e horário no Hemisfério Sul. Este efeito provoca um espelhamento na distribuição das energias sobre a superfície do Globo.
- Uma nova perspetiva, o Feng Shui Lógico, defende a adaptação do Ba-guá da Sequência do Céu Posterior para o Hemisfério Sul baseada nos trigramas (e sua correlação com as estações do ano) e as Estrelas-guia do Hemisfério Norte e do Hemisfério Sul: Polaris e Alpha-Crux. O Feng Shui Lógico criou o Método Solar das Quatro Estações, método inédito e válido nos dois hemisférios. Essa perspetiva compreende a profunda base filosófica chinesa e atualiza no Tempo e no Espaço essa importante ferramenta para criar harmonia e prosperidade.
A validade destas afirmações pode envolver debates e estudos. O artigo a seguir expõe algumas justificativas e métodos utilizados pelos que adotam as adaptações para o Hemisfério Sul.
O Feng Shui no Brasil
A aplicação do feng shui depende do lugar onde nos encontramos na Terra, da geografia do lugar, perto de um rio, onde supostamente "a energia corre", está em movimento, ou perto de uma montanha, onde a energia se acumula. No caso de pessoas: onde nascem, onde vivem.
O Brasil se encontra em sua maior parte no Hemisfério Sul da Terra, 93% do território brasileiro, sendo a cidade de Cuiabá o centro geodésico da América do Sul. E apenas 7% está no Hemisfério Norte. Segundo as modificações citadas no item anterior, entre outras, a aplicação da técnica varia dependendo do hemisfério da Terra. Aceitando que se deve trabalhar sobre o fundamento do Feng Shui, ou seja, as estações do ano, vem a seguir:
Falando em coordenadas geográficas, leste e oeste se mantém, mas a Linha do Equador funciona como um espelho dividindo a Terra em dois hemisférios, norte e sul.
No Hemisfério Norte o frio está no norte - o Ártico, e o calor no sul- a linha do Equador. Ao contrário do Hemisfério Sul onde o calor está no norte, o frio está no sul_ a Antártida. As estações do ano também se invertem. Quando é verão no Hemisfério Sul, é inverno no Hemisfério Norte. Quando é outono no Hemisfério Sul, é primavera no Hemisfério Norte, e vice-versa. O I Ching cita que devemos nos voltar para o lado da luz, para meditar, ou seja, o sul_ no Hemisfério Norte; o que corresponde a se voltar para o norte no hemisfério Sul. Isto se baseia na posição do Sol, que no Hemisfério Sul nasce no leste, se dirige para o norte e se põe no oeste. Na tradução do I Ching para o português também é ressaltado que se deve observar a estação do ano a que se refere o texto, e nunca o mês em questão, já que a obra foi escrita na China, que se encontra totalmente no hemisfério Norte, e os meses a que correspondem as estações do ano são sempre diferentes nos dois hemisférios da Terra. Por exemplo, o signo que representa o auge do verão é o cavalo. Corresponde ao calor, elemento fogo, mês de dezembro, direção norte magnético, no Hemisfério Sul; enquanto que o cavalo no Hemisfério Norte corresponde ao mês de junho e a direção sul.
Os 5 elementos (fogo/verão, terra, metal/outono, água/inverno, madeira/primavera) estão relacionados com as estações do ano, com as direções, com os 12 signos (animais), com os meses, os dias e as horas, originando um calendário.
Quando se trabalha sobre a planta baixa de um imóvel, utiliza-se a técnica do "Bahzai", e no caso de pessoas a técnica do "Min-gua". Os 8 trigramas do I Ching serão relacionados com as coordenadas magnéticas, respetivamente, no Hemisfério Sul, vale para a maior parte do Brasil, incluindo São Paulo: norte 9, nordeste 4, leste 3, sudeste 8, sul 1, sudoeste 6, oeste 7, noroeste 2 _se trata de uma matriz (matemática) 3x3, que representa o plano, 360 graus, + (sentido horário, Hemisfério Norte) ou - (sentido anti-horário, Hemisfério Sul) ; o 5 está no centro, que é o número considerado sagrado.
| 2 | 9 | 4 |
| 7 | 5 | 3 |
| 6 | 1 | 8 |
"Quadrado Mágico"
Da relação entre os 12 signos e os cinco elementos originariam-se 60 binômios. Em 7 de agosto de 2006 se iniciou o ano da Cobra de Metal no Hemisfério Sul. A mudança de ano ocorre no início do segundo semestre, em agosto de 2007 entra o ano do Cavalo de Água (binômio 19). Em 2008, é o ano do Carneiro de Água. Esta data é calculada como no Hemisfério Norte, e representa um ponto médio entre o solstício de inverno e o equinócio de primavera.
O Feng Shui é científico?
Nenhuma evidência empírica ou mesmo qualquer publicação em revistas científicas indexadas foi realizada. Ela se baseia puramente em validações subjetivas, que podem ser substituídas por explicações prosaicas muito mais robustas. Existem ainda muitos charlatães, que deturpam conceitos científicos bem estabelecidos como energia e trabalho[desambiguação necessária] para enganar e iludir crédulos.
Os antigos mestres chineses de Feng Shui procuravam entender e tratar as influências vibracionais sutis que atuam sobre um determinado espaço fundamentados na observação da Natureza e numa experimentação que combina elementos de diversas áreas do conhecimento da cultura chinesa tradicional. Entre estes elementos encontramos muitas referências da Matemática e da Astronomia, além da Arquitetura.
Em Arquitetura, o livro Percepção Ambiental e Comportamento, do Mestre em Arquitetura Jun Okamoto (Editora Mackenzie,São Paulo, 2002) é um importante passo para as bases científicas do Feng Shui. Outro marco nesse sentido é o livro Feng Shui Lógico, de Stela Vecchi (Ícone Editora, São Paulo, 2004) que relaciona a Teoria da Relatividade de Einstein e o estudo da Simbologia Junguiana entre outras associações científicas para comprovar a eficácia do Feng Shui.
Séculos de pesquisa e estudo legaram um amplo conjunto de princípios e informações que pode contribuir para a construção de ambientes mais saudáveis, supostamente tratando e corrigindo as condições energéticas inadequadas de um lugar específico.[carece de fontes]
Os praticantes desta arte dizem que o resultado de um trabalho bem feito se manifesta no espaço tratado através dos benefícios proporcionados aos seus usuários, que podem manifestar mais vitalidade para as realizações do dia a dia, um sentimento de paz e tranquilidade.[carece de fontes]
Estas afirmações podem parecer esotéricas, mas este conhecimento coloca estas questões de maneira relativamente concreta, por exemplo, entrando no campo da Arquitetura ao discutir como situar uma cama de tal modo que seu usuário não receba vento em excesso e se resfrie.[carece de fontes]
Por outro lado, ao se referir à Astrologia Chinesa, como uma de suas referências de trabalho e destacar aspetos intuitivos do trabalho do consultor de Feng Shui, esta arte se situaria "além dos limites atuais da ciência contemporânea", sendo por muitos, classificada como uma ciência metafísica.[carece de fontes]
Bibliografia
- SOROA, Raul de. Manual do Autêntico Feng Shui. São Paulo, Editora Gente, 2000.
- SOROA, Raul de. A Prática do Autêntico Feng Shui. São Paulo, Editora Harmonia Global, 2004.
- SOLANO, Carlos. Feng Shui - Kan Yu: Arquitetura ambiental chinesa. São Paulo, Pensamento, 2000.
- MURAKAMI, Marcos. O Grande Livro do Feng Shui Clássico. São Paulo, Fábrica das Letras, 2006.
- EITEL, Ernest J. Feng-shui: a ciência do paisagismo sagrado na antiga China. São Paulo, Ground, 1985.
- COSTA, Riceles Araújo. Xuankong Feixin Fengshui – Volume I. Palmas-TO, edição própria, 2006.
- COSTA, Riceles Araújo. Fundamentos Teóricos do Fengshui. Palmas-TO, edição própria, 2006.
- PIN, Tien. Feng Shui. São Paulo, Nobel, 1999.
- GREEN, Roger. Feng Shui para o Hemisfério Sul, técnicas avançadas. Texto e Ilustrações de Cristina Maria de Souza e Silva. São Paulo, Callis, 2001.
- VECCHI, Stela. Feng Shui Lógico. São Paulo, Ícone Editora, 2004.
- OKAMOTO, Jun. Percepção Ambiental e Comportamento. São Paulo, Editora Mackenzie, 2002.
Ver também
Ligações externas
- MATRIZES descubra qual a sua direção pessoal
- O Maior Portal sobre o Autêntico Feng Shui em português - Raul de Soroa
- Diferenças entre o Feng Shui Tradicional Chinês e o Feng Shui da Seita do Chapéu Negro.
- Site sobre o tradicional Feng Sui chinês.
- site nacional com dicas e informações sobre Feng Shui.
- Artigo sobre o uso da Luo Pan no Feng Shui Tradicional
- Artigos de Feng Shui do Chapéu Preto - Portal Terra - Franco Guizzetti
- Planisférios para o Brasil, cartas celestes para os hemisférios (norte e sul), em português
- Planta Matriz Relação entre os signos do zodíaco e os animais da astrologia chinesa. Feng Shui no Brasil, H Sul
- Como aplicar o ba-guá segundo o Feng Shui Lógico
segunda-feira, 29 de julho de 2013
EDITORIAL SINDIPETRO-RJ - Presidente da Petrobrás pratica o assédio moral contra trabalhadores
Num flagrante de assédio moral, a presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, em entrevista à revista Época Negócios, de novembro de 2012, se reporta aos funcionários da Petrobrás que se aposentaram e continuam a trabalhar na companhia, de forma pejorativa: “Ninguém sai, ninguém sai... A Petrobrás tem mais de 10 mil empregados em condições de se aposentar (isso é quase 12% da força de trabalho), mas eles ficam... Se saíssem, perderiam a PLR e até 40% dos rendimentos e ganhariam apenas o salário. É um problema para renovar os quadros da empresa”.
Na edição especial da revista Valor Carreira (pág 133) a gerente de RH Mariângela Mundin diz: ...“Engajado= empregado novo, no início de carreira, cheio de tesão e comprometimento com seus planos de ascensão funcional na carreira que se inicia, cheios de vigor, sangue, energia, como gosta a presidente Foster. Desengajados = São os aposentáveis mais cansadinhos, desmotivados, já descomprometidos, com o boi na sombra, na zona de conforto só esperando o PDV chegar...”
Como se sentiriam essas pessoas se seu pai, mãe, filho ou parente recebessem esse tratamento?
Lamentamos que uma empresa que se arvora em ter responsabilidade social trate seus funcionários dessa forma. Esses funcionários são os principais responsáveis pelo sucesso da empresa. Eles se aposentam e continuam na ativa por decisão do Supremo Tribunal Federal. E, nesses casos, recebem a parcela do INSS relativa à suas aposentadorias. Eles já contribuíram o suficiente para fazer jus à parcela de aposentadoria do INSS. Inclusive, entendemos que, dentro do mesmo conceito, que devam receber o complemento da Petros. Estamos falando de funcionários com mais de 30 anos de Petrobrás.
Em resposta ao “ninguém sai” da presidente: grande parte dos petroleiros que se aposentam e continuam na ativa, o fazem como resultado da política de FHC, Lula e agora Dilma, que rasgaram seus contratos de aposentadoria, que lhes garantiria receber até 90% daquilo que receberiam se estivessem na ativa. Ou seja, é só cumprir o contrato que a maioria vai sair. Diga-se de passagem, esse contrato é oneroso, pois pagaram na ativa e continuam a pagar na aposentadoria.
Chamamos a atenção que a Graça Foster se preocupou tanto em falar mal do funcionário da Petrobrás na entrevista, que se esqueceu de dizer que a companhia só gasta 3% de seu faturamento com seus funcionários e com as políticas de RH, enquanto as outras concorrentes petroleiras gastam no mínimo o dobro. E, com o pré-sal em operação, a companhia vai gastar menos ainda. E o pré-sal, sua descoberta e o desenvolvimento de tecnologia inédita no mundo com certeza foi obra dos “veteranos”. Agora a direção da empresa critica àqueles que se aposentam e continuam na ativa, fazendo jus à parcela do INSS e, em caso de morte ou afastamento definitivo, a somente 60% do complemento da Petros.
Pasmem! Vários diretores da empresa, nesse mesmo período, têm se aposentado e homologado no Sindipetro-RJ e continuam nos cargos de diretoria. Inclusive a presidenta Maria das Graças Foster, que homologou sua aposentadoria nos últimos quinze dias. Só que para os diretores da Petrobrás o ganho é total, ou seja, para eles a regra é diferente: aposentadoria integral do INSS, da Petros, e ainda o salário de diretor e todas as suas vantagens. É verdade, dona Maria das Graças Foster: ninguém sai!
Veja entrevista na íntegra de Maria das Graças Foster na revista Época Negócios: http://www.multiclipping.com/arquivo/1/impressos/petro432757.pdf
DENÚNCIA: a direção da Petrobrás mandou recolher todos os boletins Surgente com este editorial das caixas que ficam nos prédios das bases do Rio de Janeiro.
A campanha “Todo O Petróleo Tem que Ser Nosso” convoca a categoria para o ato na porta da ANP (Agência Nacional do Petróleo), na esquina das avenidas Rio Branco com Presidente Vargas, na terça-feira, às 8h, aonde acontecerá Audiência Pública do Leilão do Campo de Libra.
A humildade e a paz
Muito a propósito é a mensagem a seguir que devemos ler, meditar e quem sabe ser uma sugestão para o nosso programa de vida. Boa leitura e sejamos “um só coração e uma só alma”
A humildade e a paz
Não te preocupes muito em saber quem é por ti ou contra ti; mas deseja e procura que Deus te ajude em tudo que fizeres.
Tem boa consciência e Deus será tua boa defesa. A quem Deus quiser ajudar, nenhum mal poderá prejudicar.
Se souberes calar e sofrer, verás certamente o auxílio do Senhor. Ele sabe o tempo e o modo de te libertar, portanto, entrega-te a Ele inteiramente.
A Deus pertence aliviar-nos e tirar-nos de toda confusão. Às vezes é muito útil para guardar maior humildade, que os outros conheçam e repreendam nossos defeitos.
Quando o homem, por causa de seus defeitos, se humilha, então facilmente acalma os outros, e desarma os que estão irados contra ele.
O humilde, Deus protege e livra; ao humilde ama e consola. Ao homem humilde se inclina; ao humilde dá-lhe abundante graças, e depois de seu abaixamento eleva-o a grande honra.
Ao humilde revela seus segredos, e com doçura o atrai a si e convida. O humilde, depois de receber uma afronta, conserva sua paz: porque confia em Deus e não no mundo.
Não julgues que fizeste algum progresso se não te considera inferior a todos.
Primeiro conserva-te em paz; depois poderás pacificar os outros. O homem pacífico é mais útil do que o letrado.
O homem dominado pelas paixões, até o bem converte em mal e acredita facilmente no mal.
O homem bom e pacífico tudo converte em bem. Quem está em boa paz não suspeita mal de ninguém. Mas quem é descontente e inquieto, com diversas suspeitas se atormenta; não tem sossego nem deixa os outros sossegar.
Diz muitas vezes o que não devia; e deixa de fazer o que mais lhe conviria. Preocupa-se com as obrigações alheias e descuida-se das próprias.
Zela, portanto, primeiro por ti mesmo, e depois poderás zelar devidamente por teu próximo.
Bem sabes desculpar e disfarçar tuas faltas, mas não queres aceitar as desculpas dos outros.
Seria mais justo acusares a ti e desculpares teu irmão. Se queres que te suportem, suporta também os outros.
(do Livro “Imitação de Cristo” - clique no link e faça o download)
Qualidades, Virtudes: Alegria, Simplicidade, Humildade
Livro online
- Prefácio
- Introdução, Dados Históricos, Missão do Autor
- Conceitos, Preliminares I
- Conceitos, Preliminares II
- Processos Psicológicos
- Assuntos Específicos I
- Condicionamento; Velho, Apego, Expansão, Acúmulo
- Background, “Torre do Eu”, Centro, Muralha, Preconceitos
- Imagens Mentais Errônes, de Si Próprio, dos Demais
- Expressões Psíquicas: Egoísmo, Desejo, Avidez, Prazer
- Ciúme, Inveja, Orgulho, Vaidade, Aflição, Tristeza
- Medo, Ambição, Cólera, Violência, Agressividade
- Intervenção, Vontade do Ego; Atrito, Conflito
- Descondicionamento, Novo, do Passado, da Tradição
- Esvaziamento da Mente; Saber Ver, Sem o Pensamento
- Vivência Sem Imagem, Recalque, Mágoa, Lástima
- Fatores de Descondicionamento; Atenção, Observação
- Qualidades, Virtudes: Alegria, Simplicidade, Humildade
- Simpatia, Contentamento, Devoção, Felicidade, Paz
- Dissolução do Ego; Viver, Contemplar Suas Atuações
- Simplesmente Cônscio, Sem Esforço, Anula, Liberta, Exs.
- Estados de Ser sem “Eu”; Ilusão, Estupidez do “Eu”
- Mente Aberta, Inocente; Coração Cheio, Mente Vazia
- Viver e Morrer; Físico, Psicológico, Espiritual
- Morrer Como Findar-Renascer, Renovação-Criação
- Segurança, Insegurança; Permanência, Impermanência
- Não Saber, Ser Nada, Ninguém; Grandeza e Anonimato
- Estar Só; Sentido Interno, Externo; Retiro, Relações
- Solidão, Fuga do “Eu”; Vazio Que Precede a Criação
- Assuntos Específicos II
- Assuntos Específicos III
- Temas Sociais, Mutação
- Bibliografia
A alegria é espontânea, não procurada, nem convidada, e quando a mente a analisa, para cultivá-la ou recapturá-la, então não é mais alegria. (…) (Palestras em Ommen, Holanda, 1937-1938, pág. 117)
Ora, fazeis esforço para descobrir a causa da alegria? Se o fazeis, então a alegria cessa de existir e somente as suas memórias e hábitos existem. (Idem, pág. 117)
Sem dúvida existe uma alegria. Há uma felicidade real no compreendermos uma coisa, (…) Se compreendo as minhas relações com o próximo, minha esposa, com a propriedade, (…) dessa compreensão resulta, por certo, alegria, riqueza, e (…) podemos ir mais longe, penetrar mais fundo. (…) (Novo Acesso à Vida, pág. 54)
(…) Essa alegria, passados alguns momentos, se torna lembrança. A lembrança da alegria é uma coisa viva? Não; é coisa morta. (…) A memória não contém alegria; é apenas o vestígio de algo que causou alegria. A memória, em si, não contém alegria. Temos alegria - a reação imediata à beleza de uma árvore; depois a memória intervém e destrói essa alegria. (Novos Roteiros em Educação 1ª ed., pág. 107)
Assim, pois, se há constante percepção do belo, sem a acumulação de lembrança, há a possibilidade de alegria perene. (…) A memória não pode produzir a alegria perene. Só temos alegria perene, quando há constante reação ao belo, ao feio, a todas as coisas, (…) quando há muita sensibilidade, interior e exteriormente - ou seja, quando temos o verdadeiro amor. (Idem, pág. 108)
Assim, enquanto a mente pensar em termos de “vir-a-ser”, ela necessita do tempo. Pois bem. Se puderdes ver e compreender esse fato, então, nesse momento não existireis, sereis nada, (…) não existirá o tempo. Não haverá (…) “eu” (…) mas só um “estado de ser”; e, daí, vem uma alegria extraordinária. (…) (Visão da Realidade, pág. 249-250)
(…) A alegria é uma coisa inteiramente diferente do prazer. Você pode convidar o prazer, pensar nele, sustentá-lo (…); mas isso não se pode fazer com a alegria, o êxtase. Este acontece naturalmente, facilmente, sem convite algum (…), quando você compreende o medo e o prazer. A mente torna-se realmente livre destes últimos, ou, melhor interpretando, uma mente assim nunca é violenta, ambiciosa, nunca procura posição, prestígio e demais contra-sensos. (Talks and Dialogues, Sidney, Austrália, 1970, pág. 44)
Existe possibilidade de se encontrar alegria duradoura? Existe; mas, para vivermos essa alegria, é preciso haver liberdade. Sem liberdade, não pode ser descoberta a verdade; (…) não é possível o conhecimento do Real. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 166)
(…) Quando tendes consciência de vosso “eu”? Quando existe oposição, quando existe atrito, (…) antagonismo. No momento da alegria, a consciência do “eu” é inexistente; na felicidade, não dizeis: “sou feliz” (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 41)
Nesse estado de êxtase, de extrema alegria, tendo perdido a única coisa que vos prende em baixo, o “eu”, encontrareis a única fonte de inspiração, a única beleza de que necessitais e a única verdade digna de a ela aderirdes, (…) de por ela lutardes, digna de que se sacrifiquem todas as coisas para obtê-la. (O Reino da Felicidade, pág. 62)
A própria natureza do “ego” é estar em contradição; e somente quando o pensamento-sentimento se liberta, a si mesmo, de seus próprios desejos antagônicos, é que pode haver tranqüilidade e alegria (…) Quando vos tornais cônscios do processo dualista do desejo, e ficais passivamente vigilantes, encontrais a alegria do Real, alegria que não é produto da vontade nem do tempo. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 92)
(…) Enquanto o desejo, em suas múltiplas formas, não for compreendido e transcendido, não haverá a alegria da vida interior simples e plena. (Autoconhecimento, Correto Pensar, Felicidade, pág. 120)
Em qualquer época, em especial nas de muito sofrimento e confusão, importa descobrir (…) a compreensão e a alegria interior e fecunda. Temos de achá-las (…) mas a busca dos prazeres materiais, a prosperidade e o poder pessoal (…) impedem a paz e a felicidade criadoras. (…) (Autoconhecimento, Correto Pensar, Felicidade, pág. 135)
Simplicidade significa não ter conflitos, não arder de desejos, não ter ambição. Você vê, queremos sempre a demonstração externa da simplicidade, enquanto internamente estamos fervendo, ardendo e destruindo. E você pergunta: “Por que ocorre isso?” (Talks and Discussions at Brockwood Park, 1969, pág. 36)
Como dissemos, simplicidade implica honestidade, de tal forma que não haja contradição em si mesmo. E quando há tal estado de mente, há simplicidade real. (Idem, pág. 37)
(…) Simplicidade é ação sem idéia. Mas isso é raríssimo; significa ação criadora. (…) A simplicidade não pode ser cultivada nem experimentada. Ela vem - como a flor que desabrocha - no momento oportuno; (…) Porque nunca pensamos a respeito, (…) nunca a observamos (…) damos valor às exteriorizações de poucas posses, mas isso não é simplicidade (…)
Só vem à existência quando não mais existe o ” eu”, quando a mente não está toda entregue a especulações, conclusões, crenças, ideações. (…) Só a mente que é livre, pode achar a verdade. Só essa mente pode receber o imensurável, o inefável. E aí está a simplicidade. (A Primeira e Última Liberdade, 1ª ed., pág. 266)
(…) Sem dúvida, precisamos começar pelo lado psicológico para descobrir o que é vida simples, pois é o interior que cria o exterior. É a insuficiência interior que faz as pessoas se apegarem a seus haveres e suas crenças; é esse sentimento de insuficiência interior que nos força a acumular bens, roupas, saber, virtude. (…) (Nosso Único Problema, pág. 67)
Só quando a mente é simples e vulnerável, é possível ver as coisas claramente, em suas exatas proporções. Assim, a simplicidade da mente é essencial à simplicidade da vida. O mosteiro não constitui solução. Surge a simplicidade quando a mente não tem apego, (…) não está adquirindo, (…) aceita o que é. Isso significa estar livre do background, do conhecido, da experiência adquirida. Só então a mente é simples, e só então é possível ser livre. (…) (Idem, pág. 68)
E pensamos que vida simples significa usar tanga e alimentar-se uma vez ao dia; (…) Interiormente, o indivíduo pode estar (…) em concupiscência, na ânsia de dominar, de poder, de ser considerado personalidade popular, de ser saudado como um “grande homem” (…) (Uma Nova Maneira de Agir, 1ª ed., pág. 87)
(…) A verdadeira simplicidade não é austeridade disciplinada, (…) A simplicidade implica uma mente capaz de estar só, (…) não depende de nenhuma exterioridade. E só a mente interiormente simples é capaz de estar só; só a mente simples, religiosa, é capaz de ver a beleza (…) (Idem, pág. 87)
Simplicidade não é mera ostentação exterior. O ajustamento a um padrão de simplicidade é exibicionismo; confere respeitabilidade ao homem que se cobre com uma tanga. Ser saniasi é uma forma burguesa de respeitabilidade. Mas, o santo nunca conhecerá a simplicidade, porque não é simples; vive numa batalha perpétua, consigo mesmo.(…) (A Suprema Realização, pág. 74)
Simplicidade, para a mente, é estar livre de crença, da luta pelo “vir-a-ser”, é permanecer com “o que é”. E a mente que está atravancada de crenças, de lutas, de esforços, no empenho de alcançar a virtude, (…) não é simples. (…) (Nós Somos o Problema, pág. 97)
(…) Só existe simplicidade quando não existe desejo de ser algo (…) por que aí o “eu” está ausente, (…) Se esse “eu” está de todo ausente, há então simplicidade, a qual se expressa no mundo da ação. (…) (Idem, pág. 97)
(…) Ser simples não é uma conclusão, um conceito intelectual pelo qual lutamos. Só pode existir simplicidade quando cessa o “ego” e suas acumulações. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 249)
(…) Ser sensível interiormente requer muita simplicidade, que não significa andar de tanga, ou possuir poucas roupas, ou não ter carro; mas a simplicidade em que o “eu” e o “meu” perderam toda a importância, não há o sentimento de posse; não mais existe “aquele que faz esforço”. (…) (A Conquista da Serenidade, pág. 41)
Vemos, pois, que a simplicidade do pensar não resulta de acumulação de conhecimentos. Pelo contrário, quanto mais sabemos, tanto menos simples é a nossa mente; e a mente tem de ser (…) simples, para compreender o que é. (Percepção Criadora, pág. 104-105)
Simplicidade é compreensão do que é. E só há compreensão do que é quando a mente desistiu de lutar contra o que é, (…) de moldá-lo de acordo com suas fantasias. Na compreensão do que é, revelam-se-nos os movimentos do “eu”, do “ego”; e isso, certamente, é o começo do autoconhecimento (…) (Idem, pág. 105-106)
(…) Podemos viver neste mundo, freqüentando o escritório e outros lugares mais, num estado de completa humildade? (…) Mas, penso que só nesse estado de humildade completa - que é o estado da mente que está sempre pronta a reconhecer que não sabe - só nesse estado há a possibilidade de aprender. De outro modo, estaremos sempre acumulando (…) (A Mente sem Medo, 1ª ed. pág. 13)
A anulação do conhecimento é o começo da humildade. Só a mente humilde pode compreender o que é verdadeiro e o que é falso e, assim, evitar o falso para seguir o verdadeiro. (…) Esse conhecimento se torna nosso background, nosso condicionamento; ele nos molda os pensamentos e nos ajusta ao padrão do que foi. (…) (O Homem Livre, pág.164)
(…) Deveis tornar-vos cônscios de vossas trivialidades, limitações e preconceitos, a fim de compreendê-los; e somente o conseguireis com humildade, quando não houver julgamento ou comparação, aceitação ou recusa. (…) (Autoconhecimento, Correto Pensar, Felicidade, pág. 129)
Assim, sendo, (…) Por certo, só termina o sofrimento quando liberto a minha mente de toda avaliação, (…) comparação, (…) de todas as sanções sociais, (…) acumulações, de modo que ela fique num estado de humildade, (…) em que a mente está vigilante e lúcida, mas nada sabe, (…) (Visão da Realidade, pág. 237)
(…) A humildade, como o amor, não é cultivável. Só o homem vão, (…) orgulhoso e pretensioso procura cobrir-se com a capa da humildade. Mas, quem quer aprender necessita desse estado de humildade, de uma mente que não sabe, que não está sempre a adquirir, a galgar, alcançar, atingir. Só pode existir humildade quando o passado (…) desaparece. A mente deve ser altamente sensível, ativa, vigorosa. (…) (Encontro com o Eterno, pág. 45)
(…) O acúmulo de bens, experiências ou aptidões, nega a humildade. O ato de aprender está livre do processo de acumulação, mas não a aquisição de conhecimentos. (…) A humildade não admite comparação; não podemos falar em mais ou menos humildade (…) A humildade e o amor transcendem os limites do cérebro. A humildade está no próprio ato de findar. (…) (Diário de Krishnamurti, pág. 69-70)
ZEZÉ MACEDO
BIOGRAFIA DE ZEZÉ MACEDO, PARA O MUSEU DA TELEVISÃO BRASILEIRA
O nome da comediante Zezé Macedo é Maria José de Macedo.
Ela nasceu em Silva Jardim, estado do Rio , em 6 de maio de 1916. Sua cidade antigamente se chamava Nova Senhora da Lapa do Capivari. Zezé Macedo foi atriz completa. Trabalhou em rádio, teatro, cinema e televisão. Sempre como comediante. Sua carreira iniciou precocemente.
Estava com apenas 4 anos, quando se apresentou no palco, no papel principal da peça:"As Pastorinhas". Mas desistiu da profissão aos 15, quando se casou com o mecânico Alcides Manhães. Eles tiveram um filho, mas quando o garoto estava com 1 ano de idade, veio a falecer. E aí Zezé resolveu voltar a trabalhar. No rádio fazia o programa:"Lar, doce Lar", na Rádio Tamoyo, do Rio de Janeiro. No teatro começou na Companhia de Revistas de Walter Pinto.
No cinema estreou mais tarde, em 1954, no filme: "O Petróleo é Nosso". Depois fez:"O Feijão Ë Nosso";" Carnaval em Marte"; "Sinfonia carioca"; "De Vento em Popa";"O Homem do Sputnik". E mais tarde: "As Cariocas"; "Macunaíma"; "Robin Hood, "O Trapalhão da Floresta"; "Secas e Molhadas"; "A Virgem Camuflada";"O Rei do Rio";O Casamento dos"Trapalhões". Fez participações em várias novelas, como: "A Moreninha"; "Cambalacho"; e outras. Mas fez maior sucesso em programas humorísticos. Seu tipo físico, que era miúdo, magro, de olhos grandes e rosto expressivo, se não era bonito, era ótimo para comédias. E ela participou por anos nos programas globais de Chico Anysio. Fez: "Chico City"; "Chico Anysio Show"; "Estados Anysios De Chico City"; "Escolinha do Professor Raimundo". Este foi o que lhe deu mais prestígio. Fazia a Dona Bela, que por maliciar tudo o que Chico dizia, atirava- se no chão, num ataque histérico. E dizia:"Ele só pensa naquilo...." Zezé Macedo publicou 4 livros de poemas. Ela casou-se duas vezes,sendo a segunda com Victor Zambio, com quem ficou casada por 38 anos, mas eles não tiveram filhos.
Zezé Macedo faleceu em 8 de outubro de 1999, no Rio de Janeiro, de uma hemorragia cerebral. Estava com 83 anos de idade.
Zezé Macedo
| Zezé Macedo | |
|---|---|
| Nome completo | Maria José de Macedo |
| Nascimento | 6 de maio de 1916 Capivari, Rio de Janeiro |
| Nacionalidade | |
| Morte | 8 de outubro de 1999 (83 anos) Rio de Janeiro |
| Ocupação | Atriz, comediante e poetisa |
| Cônjuge | Alcides Manhães (1931 - ?) Victor Zambito (1961 - 1999) |
| IMDb: (inglês) (português) | |
Maria José "Zezé" de Macedo (Silva Jardim, 6 de maio de 1916 — Rio de Janeiro, 8 de outubro de 1999) foi uma comediante e atriz brasileira de rádio, cinema e televisão. É a recordista feminina no Brasil em participações de cinema, tendo feito 108 filmes. Seu tipo físico, magra e baixa, sempre lhe garantiu papéis cômicos, apesar de ter sempre afirmado que também gostaria de representar papéis dramáticos em novelas. Oscarito dizia que ela era a maior comediante do cinema brasileiro. Grande Otelo chamava-a de Carlitos de saia; e Ivan Cardoso, de primeira-dama do cinema brasileiro. Na época das chanchadas, também ficou conhecida como a empregadinha do Brasil, numa referência aos inúmeros papéis de empregada doméstica que interpretou ao longo de sua carreira.
Também se destacou como poetisa, tendo publicado quatro livros de poemas seus.
Índice |
Biografia
Juventude e início de carreira
Nasceu no município fluminense de Capivari, hoje chamado Silva Jardim. Seu padrasto, Columbano Santos, tabelião e prefeito da cidade, era partidário dos atores.
Estreou no teatro aos quatro anos de idade, interpretando a protagonista na peça As Pastorinhas. Na época, como não sabia ler, decorava os textos ao ouvi-los lidos por seu padrasto, o qual lhe encorajava bastante. Também desde cedo manifestou inclinação pela poesia.
Aos quinze anos de idade, casou-se com o mecânico e eletricista Alcides Manhães, desistindo de ser atriz e mudando-se para Niterói. Com ele teve seu único filho, Hércules, morto com apenas um ano de idade ao cair do colo da avó paterna e fraturar o crânio. O casal separou-se pouco depois. Zezé passou a trabalhar como escrituária e funcionária pública, antes de voltar a ser atriz.
Através das amizades de seu padrasto, começou a ler poemas seus no Grande Jornal Fluminense, transmitido aos domingos pela Rádio Tamoio. O diretor artístico da emissora, Paulo de Grammont, gostou de suas declamações e contratou-a, sem salário, para o setor de radioteatro. No entanto, como não havia vagas, tornou-se secretária de Dias Gomes e Rodolfo Mayer, permanecendo três anos nesta função. Aos poucos, porém, foi começando a fazer pontas nos programas de rádio, substituindo atrizes, lendo poemas, e, por conta disso, publicou seu primeiro livro de poesias, Coração Profano, em 1954, um grande êxito de vendas. Publicou ainda mais três livros de poesia.
Por essa época, participou do programa Lar, Doce Lar substituindo a atriz que fazia a empregada doméstica, agradando bastante o público, e, logo no dia seguinte, foi convidada por Paulo Porto e Olavo de Barros a se transferir para a Rádio Tupi (tanto a Rádio Tamoio quanto a Tupi faziam parte da rede de Assis Chateaubriand), o que lhe possibilitou o ingresso para a televisão.
Cinema
Foi através da televisão que Watson Macedo a conheceu e convidou-a para estrelar em O Petróleo É Nosso (1954). A partir de então, Zezé tornou-se presença marcante no cinema, atuando primeiramente para diversas produtoras como a Watson Macedo Produções Cinematográficas, Cinelândia Filmes, Cinedistri, Brasil Vita Filmes, Flama Filmes, UCB, celebrizando-se como comediante. Dentre os vários filmes de que participou nessa época, merecem destaque De Vento em Popa (1957), de Carlos Manga, no qual interpreta uma cantora de ópera, fugindo da imagem estereotipada de empregada doméstica; O Homem do Sputnik (1959), considerado pelos cinéfilos como um das melhores chanchadas1 ; e Esse Milhão É Meu (1959). Nesses três filmes, atuou ao lado de Oscarito, o qual exigiu sua presença neles.
Com o declínio da chanchada no começo da década de 1960, Zezé passou a se dedicar mais ao teatro e à televisão, mas sem se afastar do cinema. A partir de 1965, tornou-se contratada da Rede Globo de Televisão, onde atuaria até o fim de sua vida. No cinema, estrelou, dentre outros, Lana - Königin der Amazonen (1964), filme alemão feito no Brasil em parceria com a Atlântida, e Macunaíma (1968).
Na década de 1970, sua carreira no cinema foi impulsionada com o surgimento da pornochanchada. Chegava a fazer três filmes por ano. Enquanto isso, na televisão, dava início à parceria com Chico Anisio, que lhe rendeu seus dois personagens mais emblemáticos da televisão: Biscoito e Dona Bela. A primeira era a esposa feia e rica do bêbado Tavares e a segunda era uma aluna do Professor Raimundo que, acreditando ser pornografia tudo que o mestre lhe perguntava, jogava-se ao chão histérica e afirmava: Só pensa naquilo!. Outra participação marcante dessa época na televisão foi no Sítio do Picapau Amarelo, no qual interpretou a Dona Carochinha.
Últimos anos
Nos anos seguintes, passou a diminuir seu ritmo de trabalho, dedicando-se cada vez mais à televisão. Em 1983, estrelou como a protagonista em Eteia, a Extraterrestre em Sua Aventura no Rio, de Roberto Mauro, uma sátira ao E.T., de Steven Spielberg. Três anos depois, ganhou um prêmio especial do júri no Festival de Gramado por sua atuação em As Sete Vampiras, de Ivan Cardoso. Seu último filme longa-metragem foi O Escorpião Escarlate, de Ivan Cardoso, em 1990, mais uma vez interpretando uma secretária do lar. Todavia, voltou às telas de cinema quatro anos depois, no curta-metragem Jaguardarte, de André Klotzel, no qual aparece declamando versos de Lewis Carroll.
Dedicou seus últimos anos a programas humorísticos na televisão, tendo atuado até pouco antes de falecer.
Vida particular
Macedo voltou a se casar novamente, em 1961, com o ator e cantor Victor Zambito, dez anos mais novo, o qual conheceu enquanto atuava no Teatro Recreio. Válter Pinto e Virgínia Lane foram seus padrinhos. Os dois não tiveram filhos e permaneceram juntos por 38 anos, até o falecimento de Zezé.
Morte
Em 26 de agosto de 1999, Zezé sofreu um derrame cerebral e foi internada na Clínica Bambina, no bairro carioca do Botafogo. De acordo com os médicos, ela tinha um aneurisma cerebral que havia se rompido. Ela iria ser operada, mas devido ao seu estado fragilizado, os médicos optaram lhe fazerem uma drenagem de coágulo. Depois de 46 dias de internação, a atriz veio a falecer às 2h55min de 9 de outubro, aos 83 anos. Seu corpo foi cremado no Cemitério do Caju.
Prêmios
- 1996: Prêmio Especial do Júri, Kikito de Ouro, por sua atuação em As Sete Vampiras
Carreira
Cinema
- O Escorpião Escarlate (1990) .... governanta
- Fogo e Paixão (1988)
- Natal da Portela (1988)
- O Casamento dos Trapalhões (1988)
- O Diabo na Cama (1988) .... prostituta
- As Sete Vampiras (1986) .... Rina
- O Rei do Rio (1985)
- Os Bons Tempos Voltaram: Vamos… (1985) .... avó
- Etéia (1983) .... Etéia
- A Virgem Camuflada (1979)
- O Erótico Virgem (1978)
- Secas e Molhadas (1977)
- As Eróticas Profissionais (1977)
- Ele, Ela, Quem? (1977)
- Sete Mulheres Para Um Homem Só (1976)
- Gordos e Magros (1976) .... Virgem Maria
- Pedro Bó, o Caçador de Cangaceiros (1976)
- Com as Calças na Mão (1975) .... moribunda
- O Monstro de Santa Teresa (1975)
- O Padre Que Queria Pecar (1975)
- As Loucuras de um Sedutor (1975)
- Robin Hood, O Trapalhão da Floresta (1974)
- Onanias o Poderoso Machão (1974)
- Oh Que Delícia de Patrão (1974)
- As Mulheres Que Fazem Diferente (1974)
- Tati (1973)
- Salve-se Quem Puder (1973)
- Os Mansos (1973)
- Como É Boa Nossa Empregada (1973) .... patroa
- Mais ou Menos Virgem (1973)
- Os Monstros de Babaloo (1971)
- Macunaíma (1969)
- As Cariocas (1966)
- Lana - Königin der Amazonen (1964)
- O Santo Módico (1964)
- Três Colegas de Batina (1962)
- Minervina Vem Aí (1960) .... Melita
- Cala a Boca, Etelvina (1960) .... Pancrácia
- Virou Bagunça (1960) .... Biluca
- Dona Xepa (1959)...Camila
- Esse Milhão é Meu (1959) .... Augusta
- O Homem do Sputnik (1959) .... Cleci
- O Camelô da Rua Larga (1958) .... Possidônia
- Aguenta o Rojão (1958)
- E o Espetáculo Continua (1958) .... Prudência
- É de Chuá (1958) .... Biluca
- A Grande Vedete (1958) .... Fifina
- De Vento em Popa (1957) .... Madame Frou-Frou
- Treze Cadeiras (1957)
- Rio Fantasia (1957)
- Rico Ri à Toa (1957)
- Maluco por Mulher (1957)
- Garotas e Samba (1957) .... Inocência
- Tem Boi na Linha (1957)
- Quem Sabe, Sabe! (1956)
- Tira a Mão Daí! (1956)
- Trabalhou Bem, Genival (1955)
- Carnaval em Marte (1955) .... Justina
- Sinfonia Carioca (1955) .... Faustina
- O Feijão É Nosso (1955)
- O Petróleo É Nosso (1954)
- Aviso aos navegantes (1950) 2
Televisão
- 1999 - Zorra Total - Dona Bela
- 1996 - Chico Total - Biscoito
- 1991 - Estados Anysios de Chico City - Vários Personagens
- 1990 à 1995 - Escolinha do Professor Raimundo - Dona Bela
- 1988 - Fera Radical - Hermínia
- 1983 à 1985 - Chico Anysio Show - Biscoito
- 1977 à 1982 - Sítio do Pica Pau Amarelo - Dona Carochinha
- 1973 à 1976 - Chico City - Vários Personagens
- 1972 - O Primeiro Amor - Astúria
- 1968 à 1970 - Balança Mas Não Cai - Vários Personagens
- 1965 - Padre Tião - Maria da Graça
- 1965 - A Moreninha - Zezé