Mostrando postagens com marcador sprinkler. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sprinkler. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de março de 2015

Sprinkler - O que é, e como combate incêndios


 



O sprinkler automático ou chuveiro automático é um equipamento capaz de controlar ou suprimir um incêndio antes que ele se espalhe, por meio da distribuição de um jato de água que atua sobre o foco inicial do fogo.

É ativado por meio de um elemento termo-sensível que, quando atinge a temperatura de operação (de 68˚C a 74˚C, dependendo do sistema), rompe-se, permitindo que o sprinkler se abra. Nesse momento, sob pressão, a água é descarregada pelo orifício do sprinkler, atingindo o defletor e espalhando-se em formato de guarda-chuva sobre o fogo.

Um sistema de sprinkler faz soar um alarme sempre que a água é descarregada por um ou mais sprinklers.  O alarme local – a campainha fora do edifício – soa, alertando a todos na área da liberação de água. Ao mesmo tempo, um alarme também poderá soar em uma central remota de monitoramento ou supervisão.

Ao ouvirem o alarme ou descobrirem o fogo, as pessoas presentes no edifício devem telefonar para a brigada local de combate a incêndio. Mas terão a segurança de que o sistema de sprinkler já estará acionado para o controle e até a supressão do fogo, minimizando as perdas e facilitando o trabalho dos bombeiros.

Normalmente, um incêndio começa quase imperceptível e pode permanecer assim por um longo período enquanto está se formando. Quando se propaga o bastante para ser visto ou desencadear um alarme, o tempo que leva para tomar uma proporção maior pode ser medido em segundos.

O sistema de sprinklers inicia o combate ao incêndio sem a necessidade da ação humana. Outros meios, como extintores e mangueiras, obviamente pressupõem a ação de pessoas.

Como o fogo provoca altas temperaturas em pouquíssimo tempo, gerando densa fumaça e acabando com o oxigênio, a ação humana no controle do incêndio é prejudicada. Em um edifício sem sprinklers, o fogo facilmente fica descontrolado e quando os bombeiros chegam, têm dificuldade de combatê-lo – muitas vezes não evitando perdas irreparáveis.

O que é um sprinkler e como ele atua no combate a incêndios?



SprinklersUm sprinkler é um dispositivo comumente utilizado no combate a incêndios. Ele é composto de uma “armadura”, um elemento sensível, chamado bulbo. O bico de sprinkler é rosqueado a uma tubulação pressurizada e permanece fechado por tampa travada pelo bulbo. As roscas normalmente são de ½” ou ¾” NPT. No interior do bulbo um líquido se expande a uma determinada temperatura de maneira que a cápsula seja rompida, quando um incêndio for iniciado, liberando a água para atuar no combate.


Dentro da linha de equipamentos fixos de combate a incêndios, os sprinklers tem se mostrado um dos meios mais eficientes e econômicos, que podem diminuir os prejuízos à sua propriedade. Talvez, seja porque são sistemas anti incêndios que funcionam sem a necessidade da ação humana imediata, já que são instalados nos ambientes, produzindo sua “chuva” característica quando a temperatura atinge níveis elevados.

Ao redor do mundo, sprinklers são fabricados com bulbos que se abrem quando as temperaturas chegam em 68, 79, 93 e, até, 141 Cº. No Brasil, a maioria dos sprinklers disponíveis no mercado foram feitos para abrirem à temperatura de 68 Cº, mas existem outras variações disponíveis, mesmo essas sendo as mais comuns.

Voltando aos detalhes da sua aplicação, o bulbo do sprinkler se rompe, a medida que o incêndio já foi iniciado e a temperatura só faz aumentar. Nesse ponto, a água que é liberada pela tampa rompida, e cai de forma circular, chegando a cobrir uma área de 16 m² dependendo do modelo utilizado. Na maioria dos ambientes, instalar um sprinkler significa, quase que obrigatoriamente, ter que instalar outros dele, também, uma vez que se o incêndio estiver em um nível mais intenso, se alastrando para outras áreas, outros sprinklers poderão se abrir e controlar o fogo. Dois ou três deles abertos costumam ser suficientes para o combate, e não existe nenhum risco do fogo de um ambiente provocar a abertura de um sprinkler em outro lugar se não o afetado pela elevação da temperatura, já que eles se abrem individualmente.

Sprinkler (Chuveiro automático para extinção de incêndio) :.








Resumo da Análise
Normas e Documentos de Referência
Laboratório Responsável pelos Ensaios
Marcas Analisadas
Informações sobre as Marcas Analisadas
Ensaios Realizados
Conclusões
Conseqüências


Resumo da Análise


O Inmetro concluiu, em 5 de novembro de 1997, análise em sprinkler.


O chuveiro automático de extinção de incêndio ou simplesmente sprinkler, que geralmente passa despercebido pela maioria da população, é hoje em dia um equipamento fundamental no primeiro combate ao fogo. A sua importância pode ser demonstrada por dois fatos: (1) o tamanho que a cada dia os edifícios, comerciais e residenciais, ganham, torna o trabalho do corpo de bombeiros de chegar ao foco do incêndio, cada vez mais difícil; (2) muitas partes do edifício não são de passagem frequente, podendo ficar despercebido um início de incêndio. Por estes motivos, é fundamental o combate ao fogo desde o seu princípio e o sprinkler é o principal equipamento no desempenho deste papel.


Aparelho que, geralmente, fica instalado no teto, o sprinkler entra em funcionamento quando a temperatura local ultrapassa um certo nível. Ao entrar em funcionamento, passa a espalhar água em uma determinada área, combatendo assim o fogo, até a chegada dos bombeiros.


A questão dos equipamentos do primeiro combate ao incêndio é de tal importância que a documentação que define o sistema de segurança e proteção contra fogo de cada edifício, residencial ou comercial, deve ser aprovada pelo Corpo de Bombeiros. Uns dos itens avaliados na fiscalização realizada pelos bombeiros é a localização dos sprinklers, mangueiras de incêndio, extintores e as portas corta-fogo.


A idéia de ensaiar sprinklers vai ao encontro de uma das diretrizes do Programa de Análise da Qualidade de Produtos do Inmetro, que prioriza a análise de produtos ligados a segurança da população.



Normas e Documentos de Referência


Os ensaios verificaram a conformidade de amostras de sprinklers com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), específicas para o produto.




  • NBR 6135 - Chuveiros automáticos para extinção de incêndio - especificação

  • NBR 6125 - Chuveiros automáticos para extinção de incêndio - método de ensaio



Laboratório responsável pelos Ensaios


Decidiu-se efetuar os ensaios no Laboratório de Ensaios de Fogo, do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo), por sua grande experiência na área.



Marcas Analisadas


A seleção das marcas a serem analisadas foi precedida de uma pesquisa nos mercados do Rio de Janeiro e de São Paulo. Essa pesquisa procurou abranger marcas de grande, média e pequena participação no mercado. Com base nessa pesquisa foi selecionada para análise o sprinkler com temperatura nominal de operação de 68°C, diâmetro nominal de 15 mm e do tipo pendente, por ser este o mais utilizado em prédios residenciais e comerciais.



Ensaios Realizados


De cada marca foram compradas 25 amostras, que foram submetidas a ensaios de conformidade em relação a nove características, dentre as previstas nas normas brasileiras. Esses ensaios verificam se são fornecidas ao consumidor as informações mínimas sobre as características do produto e, se o comportamento de desempenho e a segurança do sprinkler estão de acordo com os requisitos de segurança das normas.


As nove características submetidas a ensaios foram:




  • Verificação da Identificação – é verificado se o sprinkler apresenta a marca do fabricante, o modelo, a temperatura nominal de operação e a cor indicativa desta temperatura, além do ano de fabricação, diâmetro nominal do orifício de descarga e posição de instalação. A não conformidade neste ensaio significa que poderá ocorrer um erro no momento da escolha do sprinkler a ser utilizado no edifício;

  • Ensaio de Funcionamento – neste ensaio é verificado se no momento em que o sprinkler é acionado não ficará nenhuma parte deste impedindo a passagem da água. A não conformidade implicará que no momento do incêndio o sprinkler não combaterá o fogo de maneira eficiente;

  • Ensaio de Temperatura - neste ensaio é verificado se, em caso de incêndio, o sprinkler irá ser acionado na temperatura correta, de acordo com o projetado;

  • Ensaio de Vazão – é verificado se a quantidade de água que sai do sprinkler é a correta, implicando em eficiente combate ao incêndio;

  • Ensaio de Distribuição – é verificado se o sprinkler, após o acionamento, espalhará de forma correta a água, para que os focos de incêndio sejam uniformemente combatidos ao longo do tempo;

  • Ensaio de Estanqueidade – é verificado se não há vazamento de água após a instalação o sprinkler. A não conformidade significa que após instalado o aparelho ficará vazando água gerando poças onde estiver instalado, por exemplo o corredor do edifício;

  • Ensaio de Fadiga, Ensaio de Choque Térmico e Ensaio de Resistência Hidrostática – nestes ensaios são verificados os materiais utilizados na construção do sprinkler, assim como se os processos de fabricação foram adequados. A não conformidade em algum desses ensaios significa que o desempenho do sprinkler não será adequado, podendo ocorrer por exemplo vazamento de água ou acionamento do sprinkler sem que esteja ocorrendo incêndio.



Conclusões


Das cinco marcas analisadas, duas, apresentaram-se não conformes em relação à norma aplicável, , não atendendo a requisitos de identificação, funcionamento, temperatura, vazão e choque térmico.


O Inmetro articulou-se com o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça, para que sejam tomadas as medidas cabíveis junto ao fabricante que apresentou não conformidades, consideradas de risco para o consumidor.



Conseqüências

















DATAAÇÕES

30/11/1997


Divulgação no Programa Fantástico da Rede Globo de Televisão

01/12/1997


Divulgação no Jornal O Estado de São Paulo/SP